terça-feira, 15 de agosto de 2017

PRIMEIRO A TERRA,
DEPOIS AS CASAS

Foi a partir de uma postagem nossa aqui no Facebook, postagem lida e discutida no jornal da manhã da Rádio Litoral FM de Mamanguape, que as casas dos antigos operários de Rio Tinto ganharam o contorno que precisavam ter recebido desde o primeiro dia que começaram a ser discutidas pelas autoridades e pela população.

É que, no que pese a importância das casas em si, o que está em jogo mesmo são as terras. São mesmo da Família Lundgren todas as terras que o Patrimônio tem propalado? Faz sentido essa eterna sequência de despejos ou tentativa de despejos que toma conta do município?

Aonde os agricultores do municípios podem plantar? Aonde os antigos operários podem mesmo morar? O caso da Vila Regina é emblemático. Depois de décadas na Justiça, hoje, com palacete e tudo, está sob o controle dos potiguara.

Quantos casos parecidos não estariam inseridos no mesmo espaço territorial do município e quantas brigas e conflitos não poderiam ser evitados. São casos que ensejam grilagem e que as autoridades precisam chegar a bom termo. E sabendo-se, desde já, que a solução não é fácil não.

Espalham-se até mesmo por dissertações universitárias, dados do cartório de Rio Tinto mostrando que são, no mínimo, controversos demais os direitos da Família Lundgren em Rio Tinto.

Por exemplo: se, em 1917, ela comprou 660 hectares de terras por 23 mil contos de réis a seu César Albuquerque, como é que, nos anos 80, vendeu mais de 30 mil hectares? Vejam, abaixo, hectares e compradores e a pergunta que não quer calar: A quem foi comprado o resto?

1981:            7.652ha   Rio Vermelho Agro-Pastoril Mercantil
1982:            2.247ha   Netumar Agrícola
1982:               622ha   Conepar Cia. Nordeste de Participações.
1982:            1.219ha   Destilaria Miriri S.A
1983:            2.482ha   Japungu Agroindustrial
1983:            8.492ha   Destilaria Miriri S.A
1984:                 79ha   Rio Vermelho Agro-Pastoril Mercantil
1985:            7.291ha   Destilaria Miriri S.A.

Total:           30.084ha   Pelo visto, as casas vão terminar representando apenas um detalhe nessa discussão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O ESQUILANGUE DE ANANIAS



Uma das cidades mais pesquisadas da Paraíba sem dúvidas é Rio Tinto. Já foram muitos os doutores e amadores que tocaram livros ou outros trabalhos sobre o lugar. Muita coisa rolou, falaram de tudo ou quase tudo, mas, até hoje, ninguém - absolutamente ninguém -, tratou do famoso Esquilangue de Ananias.

Era um local badalado e, em termos de sociedade, frequentado por gregos e troianas. E mesmo não sendo um cabaré nos termos institucionais da palavra, foram muitas as mulheres que viveram ranzinzas temendo perder seus maridos por causa daquela casa. E vice-versa. Muitos homens também tremiam nas bases.

Por anos, lancei meu humilde faro jornalístico (e de detetive mesmo) em busca de detalhes sobre o esquilangue (funcionamento, normas, bebidas, comidas, costumes, frequentadores...), mas assumo que os resultados obtidos até agora foram insignificantes, mais precisamente pífios.

Quem tiver informações do dito cujo por favor socorra essa minha investigação, pois se eu não pagar ou ganhar dinheiro, e nem mesmo melhorar meu futuro livro com isso, ao menos saciarei essa curiosidade da bexiga taboca que tenho pelo rumoroso assunto.

Aceito todo tipo de ajuda e se você não souber muita coisa, ao menos me informe o que significa e qual seria a origem da danada dessa palavra Esquilangue (ou isquilangue, sei lá!), pois já fui a todo tipo de professor, etnologista e dicionários (Mestre Aurélio, Câmara Cascudo...) e nem sinal eu tenho encontrado.

Pois bem: já que o diabo desse Feicibuque vai bater no Japão, fico no aguardo de alguma notícia boa. Passar bem e Feliz Ano Novo pra todo mundo.


COMPLEMENTO: Provoquei esse texto no Facebook e, dentre os mais diversos comentários, um deles realmente veio no clima da provocação e do amigo Adil Pimentel. Explicou ele: "Caro amigo Ademilson, em conversa, há anos, com a saudosa e espirituosa Karla Lundgren, esposa de seu Nelson Lundgren, foi dito por ela que "esquilangue" tratava-se da corruptela do termo inglês "sky lounge" (salão do céu) e que bem poderia ser do inferno: só tinha diabinhas!!!". 

Valeu Adil.

NALDINHO E GIL NA TV CÂMARA





sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O CARAGUEJO DO BIU

Não se trata de restaurante nem coisa parecida, mas nos arredores do centro de Rio Tinto o melhor almoço ainda é o do amigo velho Biu Letra. Olha ele aí dando um trato enquanto o feijão verde ganha fogo. Além do sabor especial, é tudo muito prático porque basta lavar bem as mãos e comer fazendo bolo ou capitão. O cardápio não é, mas pode variar, depende do humor do chef. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MANTENDO A TRADIÇÃO

No começo, Cordões Azul e Encarnado dançam com disputa
FORRÓ  E VITÓRIA DO CORDÃO 
AZUL MARCAM  QUEIMA DA 
LAPINHA EM JARAGUÁ

Não registrou presença da multidão dos forrós de plástico, o público era formado praticamente apenas por pessoas da rua, mas foi um espetáculo fantástico de cultura e tradição popular a "Queima da Lapinha" de Jaraguá, uma das aldeias situadas em Rio Tinto.
Com 15 integrantes (sete do Cordão Azul, sete do Cordão Encarnado e um Lindo Anjo), o pastoril existe há mais de 30 anos na comunidade e, com a queima, encerrou a temporada 2014/2015 que foi aberta em setembro passado. 
O regional tem violão, cavaco, zabumba e pandeiro ritmado

Muita animação, distribuição de cravos e vitória do Cordão Azul marcaram a queima desta temporada. Seguindo a tradição, na noite da queima, as bandeiras e os papéis coloridos que enfeitam o palanque são todos colocados no meio do salão e, já sem disputa, as pastoras dançam ao redor até que o fogo se apague. 
O evento tem duração de mais de duas horas e, nesse período, pastoras e pessoas da organização vendem votos, cada uma para o seu cordão (azul ou encarnado). As músicas são acompanhadas por um regional que conta com violão, cavaquinho, bombos, pandeiro e triângulo.
Ao final da lapinha, as pastoras e convidados participam de um jantar que é seguido de um forró aberto à participação de todos os presentes.
Músicos e pastoras tocam e cantam de forma sincronizada
A próxima temporada, segundo as organizadoras Lúcia e Deusuíte,  começa em setembro e, como todos os anos, vai até as proximidades do Dia de Reis, no começo de janeiro de 2016.

As organizadoras lamentam a falta de mais apoio a esse tipo de manifestação, mas garantem que isso não desanima a comunidade e nem muito menos as pastoras. "É de mãe pra filha", diz Deusuíte. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CURIÓ - JANEIRO DE 2014
KLEITON - JUNHO DE 2013